As clínicas psiquiátricas, que também são conhecidas como hospícios ou manicômios, existem para abrigar e cuidar de pessoas que sofrem de algum tipo de transtorno mental. Isso ocorre desdo século 19, onde alguns de seus tratamentos incluíam instrumentos como camisas de força, quartos fortes ou “prisões acolchoadas”, choques elétricos, operações no cérebro, dentre outros. Tudo como a finalidade de controlar os pacientes.

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1. Formas de tratamento

Até o século 19 a população achava que pessoas que sofriam de condições psiquiátricas eram loucas e deveriam ser tratadas de forma desumana. O médico Philippe Pinel foi quem começou a mudar essa percepção. Ele pediu para que as pessoas que cuidassem dos pacientes no Hospital Bicetre, em Paris, fossem mais humanas. Ele também queria incluir caminhadas, conversas e recreações no cotidiano dos pacientes. Essa técnica se espalhou no mundo, chegando até mesmo na América.

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2. O Opala

O estudo feito por Pinel deu a possibilidade de os pacientes estudados criarem um jornal literário chamado de “The Opal”.

Em 1850 ocorreu a primeira publicação impressa, mas somente as pessoas que moravam na clínica receberam. Após um ano do lançamento, o jornal estava sendo publicado em revistas e colecionava cerca de 900 assinantes e circulação com 330 periódicos. Os lucros foram para a biblioteca da instituição.

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3. Aumento do número de clínicas

Durante o século 19, o número de clínicas aumentou consideravelmente. Isso ocorreu porque as cidades começaram a ficar mais povoadas e as doenças mentais mais evidentes. Para se ter ideia, na Inglaterra, o número de pacientes subiu de 10 mil em 1800 para dez vezes mais em 1900. Segundo os pesquisadores, isso ocorreu devido à modernização e ao estresse.

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4. Monomania

Monomania é quando o paciente fica obcecado por uma única emoção ou por várias relacionadas a uma só. Mas no século 19, os especialistas entendiam que esse distúrbio era associado à incapacidade de compreender racionalmente a realidade.
O pesquisador Jean-Étienne Esquirol descobriu que o distúrbio é um delírio parcial, em que o paciente sofre de uma falsa percepção. Depois da descoberta, ele desenvolveu um diagnóstico para a doença.

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5. As pesquisas aumentaram

Com o aumento das clínicas, também foi registrado um alto número de pessoas querendo estudar o assunto e entender porque as pessoas ficavam “loucas”. Um exemplo foi o médico Thomas Willis, de Oxford, responsável pelo termo neurologia, que tentou entender as funções mentais que coordenam algumas regiões do cérebro. Archibald Pitcairn também se dedicou ao tratamento de doentes mentais e dizia que eles sofriam de “ideias falsas introduzidas pelas atividades caóticas do espírito animal”.

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6. Clínicas psiquiátricas na Índia

O aumento de pessoas com distúrbios também aumentou na Índia durante o século 19. Nesta época, a Grã-Bretanha já havia colonizado alguns países e, entre eles, estava a Índia. Devido ao alto número de pacientes, os governantes precisaram aderir aos métodos de tratamento ensinados por Pinel e Esquirol. Além disso, eles separavam pacientes por nacionalidade, sendo alguns enviados para instituições públicas e outros para privadas.

Fotos: ListVerse

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7. O caso de Daniel M’Naghten

Em 1843, o artesão M’Naghten acreditava que queriam matá-lo devido a seu envolvimento com a política. Para evitar que isso ocorresse, ele decidiu matar o primeiro-ministro escocês, Robert Peel. Porém, ele confundiu o alvo e atirou no secretário de Peel, Edward Drummond. Ele foi levado a julgamento, mas alegou sofrer de monomania e não foi condenado.

Não convencida da decisão, a rainha Vitória pediu que o caso fosse reaberto. A decisão ficou conhecida como as Regras de M’Naghten e atualmente serve como base para “determinar a insanidade legal em muitas partes da Inglaterra e dos Estados Unidos até o dia de hoje”.

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8. Distúrbios nervosos

Atualmente sabemos que um distúrbio do sistema nervoso está associado à hipertensão arterial, problemas cardíacos e a dificuldade respiratória. Porém no século 19, esses sintomas não eram vistos como problemas cardíacos ou respiratórios. Esse quadro só mudou depois de alguns estudos científicos.

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9. Dorothea Dix

Durante o século 19, o número de estudos e clínicas psiquiátricas aumentou, porém nem todos tiveram o privilégio de serem tratados. Dorothea Dix contou o sofrimento que algumas pessoas passavam nas instituições. Com isso, ela começou a lutar por melhorias nas clínicas, recebendo apoio de diversas pessoas, como William Ellrey Channing. Durante suas visitas, ela encontrou gaiolas dentro das instituições e pacientes acorrentados. Em 1843, graças à luta de Dix, o estado aprovou uma Lei que aumentava o financiamento para as clínicas.

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10. Frenologia

O fato do ser humano enxergar imagens com palavras escritas por toda a cabeça se tornou “comum”. No século 19 esse estudo era conhecido como frenologia, e abordava as relações entre o caráter e a forma do crânio. Na época, o médico Franz Joseph Gall mostrou que a forma do crânio influenciava o comportamento. Porém, sua posição foi criticada por ter baseado as afirmações em uma única casualidade.

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