10. Júpiter e Saturno jogam cometas em nós

No ano de 1994, observamos a colisão entre o cometa Shoemaker-Levy 9 e Júpiter. Naquela época, astrônomos comemoravam a proteção contra enormes cometas que Júpiter nos fornecia.

Com seu enorme campo gravitacional, acreditava-se que Júpiter “tragava” a maioria dessas ameaças antes que elas alcançassem a Terra. Pesquisas atuais mostraram que o contrário pode ser possível, e que a ideia de “Júpiter ser um escudo” está errada.

Simulações feitas no Laboratório de Propulsão da NASA em Pasadena, mostraram que Júpiter e Saturno jogam detritos espaciais para dentro do sistema solar e em órbitas que poderiam trazê-los diretamente para a Terra.

9. Plutão tem água líquida

A sonda New Horizon tem revelado curiosidades sobre o distante planeta-anão Plutão. A mais importante delas é que ali há água líquida.

A presença de linhas de fratura e a análise de uma grande cratera chamada Sputnik Planum levou pesquisadores a construir um modelo que mostra que Plutão tem um oceano líquido de 100 quilômetros de profundidade com salinidade de cerca de 30% abaixo de uma camada de gelo de 300 quilômetros.

8. O centro de Netuno e Urano é envolto em plástico

Como sabemos o que está abaixo das nuvens de gigantes gasosos distantes? Com ajuda da matemática! Cientistas usam os algoritmos do (USPEX) Previsor Universal de Estruturas: Cristalografia Evolutiva para dar uma olhada hipotética no que está acontecendo dentro desses planetas.

Sabendo que Netuno e Urano são compostos em sua maioria por oxigênio, carbono e hidrogênio, pesquisadores fazem o cálculo para ver que tipo de química curiosa aconteceria por lá. Os resultados são polímeros exóticos, plásticos orgânicos, ácido carbônico cristalizado e ácido ortocarbônico, tudo isso ao redor do centro rochoso.

7. Mercúrio tem um enorme Grand Canyon

Enquanto Vênus e Marte ainda tinham atividade vulcânica há apenas alguns milhões de anos, parece que Mercúrio encerrou suas atividades de 3 a 4 bilhões de anos atrás. O planeta se resfriou, começou a encolher e começou a se deformar.

Isso criou uma enorme fissura que cientistas chamam de “grande vale”. De acordo com pesquisadores da Universidade de Maryland (EUA), o vale tem cerca de 400 quilômetros de largura e 965 km de comprimento, com até 3 km de profundidade.

6. A terra está “funcionando” graças à Lua

A Terra é cercada por um campo magnético que nos protege de partículas carregadas e radiação nociva. Caso contrário, estaríamos expostos a raios cósmicos até 1.000 vezes o que temos agora. Nossos computadores e eletrônicos também provavelmente fritariam.

Os cientistas agora acreditam que a órbita da Lua mantém o núcleo fundido da Terra girando, injetando cerca de 1.000 bilhões de watts de energia no núcleo da Terra. A Lua pode ser muito mais importante do que jamais imaginamos.

5. Vênus foi habitável em algum momento

Vênus é o único planeta que tem rotação em sentido contrário ao da Terra. Com temperatura de 460ºC, sua superfície é quente suficiente para derreter chumbo, e ele tem nuvens de ácido sulfúrico.

Em um momento, porém, o planeta foi capaz de suportar a vida. Há quatro bilhões de anos, Vênus tinha oceanos. Acredita-se que o planeta tenha tido água por mais de dois bilhões de anos. Hoje, vênus é extremamente seco, sem praticamente nenhum traço de água em forma de vapor. Os ventos solares varreram toda água para longe dali.

Cientistas não sabem por que o campo elétrico de Vênus é tão forte, mas isso pode ter algo a ver com o planeta estar tão perto do Sol.

4. Os anéis de Saturno são jovens

Desde o século XVII, existe uma discussão sobre a idade dos anéis de Saturno e sobre suas origens. Em teoria, Saturno um dia teve luas e algumas delas trombaram entre si, resultado em detritos que se organizaram no anéis atuais e 62 luas.

Os números sugerem que os anéis de Saturno provavelmente não são tão antigos quanto o planeta em si, que tem 4 bilhões de anos. A maioria das luas parecem ter se formado na mesma época que os dinossauros habitavam o planeta Terra.

3. Há 15 mil asteroides enormes na vizinhança

Em 2005, a NASA adotou como missão encontrar 90% dos grandes objetos próximos da Terra até 2020. Até agora, eles acharam 90% dos objetos com 915 metros de diâmetro ou mais, mas encontraram apenas 25% dos que tem entre 140 m e 915 m.

Em 2016, enquanto computam 30 novas descobertas por semana, a NASA encontrou 15 mil deles. Para comparação, em 1998 encontrávamos apenas 30 por ano.

NASA está catalogando todos os cometas e asteroides para saber se não há nada a caminho da Terra. Mesmo com toda essa observação, um meteoro de 20 metros de diâmetro explodiu sobre a cidade de Chelyabinsk, na Rússia, em fevereiro de 2013.

2. Batemos uma sonda em um cometa de propósito

A sonda Rosetta, da Agência Europeia Espacial, orbitou o cometa 67P/Churymov-Gerasimenko por dois anos. A nave coletou dados e detectou o aminoácido glicina, um dos blocos básicos da vida.

Rosetta descobriu 60 moléculas, 34 delas nunca antes encontradas em um cometa. Os instrumentos da sonda também apontaram para uma significante diferença em composição entre a água do cometa e da Terra. Isso afeta a hipótese de que a água da Terra possa ter vindo de cometas.

Depois de encerrar a missão no dia 30 de setembro, a sonda foi enviada para colidir no cometa.

1. Mistérios do sol foram resolvidos

Todos os planetas e estrelas têm polos magnéticos, e eles se invertem o tempo todo. Na Terra, os polos se invertem a cada 200 mil a 300 mil anos. Neste momento estamos atrasados na inversão.

No Sol, as coisas se movem mais rapidamente. A cada 11 anos, a polaridade do Sol se inverte. Isso coincide com um período de aumento de atividade solar.

Estranhamente, Vênus, Terra e Júpiter se alinham, e cientistas acreditam que os planetas podem afetar a atividade do Sol. “De acordo com o estudo, quando os planetas se alinham, a soma das gravidades se combinam para causar o efeito de maré no plasma do Sol, puxando e alterando o campo magnético do Sol”.

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