Um pouco depois da queda do Império Romano do Ocidente, na Grã Bretenha, os bárbaros varreram as terras e o caos reinou ali. Reinos rapidamente cresceram antes mesmo de serem conquistados ou destruídos. Grandes estruturas e gloriosas arquiteturas da então chamada “Idade Média” apareceram e podemos vê-las até os dias atuais, porém não era o caso dessa arquitetura especial desta matéria, que estava muito bem escondida.

Um novo livro chamado “The Lost Dark Age Kingdom of Rheged”, conta a história de como os arqueólogos trombaram com algumas das fortificações originais em Trusty’s Hill em Galloway, na Escócia. Eles estavam lá como parte do Galloway Picts Project, uma iniciativa de 2012 que procurava estudar as gravuras deixadas em pedra por um povo medieval chamado Picts.

Depois de uma escavação em torno das gravuras, os investigadores encontraram fortificações de madeira e pedra que perfurava profundamente a terra. Um pouco mais de escavação revelou a oficina de um ferreiro – que trabalhava com prata e ouro – e até mesmo um salão real estava logo abaixo da superfície.

A empresa privada GUARD Archaeology, que liderou a escavação junto com 60 voluntários, diz que as ruínas remontam ao ano 600. Era claramente o centro de um território de propriedade de alguém ou de uma família de status incrivelmente alto, e poderia até ter sido o coração do reino de Rheged, governado pelo rei Urien.

Sua principal contribuição para a cultura britânica foi a poesia épica, que evoca imagens poderosas de um reino que poderia ter anexado grandes faixas territoriais do norte do país. A linhagem real tradicional de Urien vai tão longe como Coel Hen, um governante que alguns consideram ser uma figura mítica.

Embora não possa ser absolutamente confirmado ainda que estas ruínas sejam de fato o Reino de Rheged, a ideia parece promissora. As datas e as provas até agora se encaixam nas pesquisas efetuadas.

Os profissionais teriam escalado o caminho até o ponto onde duas faces de pedra são adornadas com outras esculturas dos Pict, que a GUARD descreve como formando uma “entrada simbólica, um rito literal de passagem, onde os rituais de inauguração real foram conduzidos. Ao entrar na sala da cúpula, pode-se ter a vista do salão do rei na parte mais alta da colina, no lado oeste, onde se realizavam os banquetes”.

Quanto aos próprios símbolos, eles provavelmente permanecerão eternamente um mistério. Não há nenhum artefato que possa traduzi-los até o momento.

[IFL Science]

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