O famoso telescópico espacial Hubble da NASA acabou detectando algo muito estranho: trata-se de bolas de fogo, aproximadamente do tamanho de Marte, feitas de plasma, aparentemente sendo disparadas que poderiam ter sido disparadas por uma estrela que está morrendo a uma velocidade extremamente alta por uma estrela no fim de sua vida.

É muito difícil detectar o fenômeno, pois  desde os últimos 400 anos, esta é a primeira vez que os astrônomos conseguem vê-lo acontecendo. Por isso os astrônomos acreditam que poderão saber mais sobre o que acontece com uma estrela no fim de sua vida, já que o plasma, que é um gás superquente e ionizado, seria a razão principal pela qual as explosões ocorrem.

A estrela que é objeto de estudo, chama-se V Hydrae, uma gigante vermelha que está a 1.200 anos-luz de distância da Terra. Por estar no fim de sua vida, ela já perdeu mais da metade de sua massa e agora, em seus momentos finais, está esgotando combustível nuclear restante através das explosões.

Os dados coletados pelo Hubble ofereceram novas informações sobre o estranho fenômeno, que poderia ajudar a explicar outro mistério espacial: as nebulosas planetárias, que são exatamente originadas por gases e poeiras de estrelas que morrem.

De acordo com o pesquisador Raghvendra Sahai, do Jet Propulsion Laboratory da NASA, na Califórnia, os cientistas estão muito animados com a descoberta, uma vez que poderão acompanhar o processo sobre como acontece tanto a morte das estrelas como a origem das nebulosas.

O telescópio foi apontado para a V Hydrae por um período de 11 anos e recursos especiais conseguem captar informações velocidade, temperatura, localização e movimentação do plasma.

 A temperatura detectada foi de 9.400° C, porém o plasma disparado vai para tão longe que saiu do alcance do telescópio. Estima-se que em 17 anos a estrela desapareça e os pesquisadores estão ansiosos para verificar a nova hipótese, publicada no The Astrophysical Journal, que estipula que o fim de V Hydrae originará uma bela nebulosa planetária.

Fonte: Science Alert.

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