Uma série de fotografias tiradas nas favelas de Lagos na Nigéria mostram os rostos de prostitutas que vivem em condições precárias, apelidadas de “Anjas da Morte”.

E as imagens têm uma tendência trágica, com dezenas de milhares de pessoas no comércio sexual diagnosticadas com HIV a cada ano e milhões de pessoas morrendo de AIDS em toda a Nigéria.

Uma pesquisa realizada no ano passado também destacou que as atitudes negativas em relação ao uso de preservativos estão ajudando a propagação da condição, e a pesquisa sugere que quase um quarto das prostitutas nigerianas têm HIV.

As fotos foram tiradas pelo fotógrafo Ton Koeneon, em uma favela de Lagos chamada Badia.

Atualmente, existem em torno de 1,2 milhões de pessoas em Lagos, a maior cidade da Nigéria, vivendo com HIV.

Em Badia, há meninas com 14 anos tentando ganhar dinheiro para sobreviver, atendendo cerca de cinco clientes por dia.

No ano passado, um estudo do Jornal Iraniano de Saúde Pública observou que o país possui uma taxa de prevalência de HIV / AIDS de 4,1% em adultos.

Graças ao investimento e à educação, descobriu o estudo, a taxa caiu em 0,9% desde o início dos anos 2000, mas disse que ainda há um bom caminho a percorrer.

Três anos atrás, a pesquisa do Jornal da Sociedade Internacional de AIDS encontrou que a prevalência entre profissionais do sexo na Nigéria era de 24,3%.

O estudo do ano passado disse que as mulheres muitas vezes descobriram que não podiam pedir aos seus maridos ou namorados que usassem preservativos, e não se esperava que eles os tivessem.

Uma entrevistada, uma executiva de marketing de 28 anos, disse: “O problema é que você nem consegue sugerir o uso dessa coisa ao seu namorado.”

“É como se você dissesse que está o acusando de estar ‘viajando’ ou que não tem certeza de si mesmo. Não importa o que diga, isso pode acabar com o relacionamento e sujar seu nome.”

“Para confirmar esta barreira cultural para o acesso às ferramentas de prevenção, apenas uma mulher entrevistada chegou a comprar um preservativo para o namorado, enquanto todas as outras mulheres entrevistadas achavam que seus pais e cônjuges não gostariam de vê-las com preservativos.”

Um pai de 42 anos e com um filho de 3, disse aos pesquisadores do estudo: “Qualquer mulher, incluindo minha esposa, que diz ao marido sobre isso ou que sugira que ele use, precisa ser questionada. Em suma, ela deve ser seriamente sancionada.

Fonte: DailyMail

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