Você já se imaginou em um mundo onde não precisa carregar milhares de trocados para conseguir pegar um ônibus ou comprar algo que seja mais em conta?

Parece um sonho não é mesmo? Porém a realidade é que a Suécia tem trabalhado na emissão da moeda digital, podendo tornar-se o primeiro país a emiti-la oficialmente.

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Cecilia Skingsley, a vice-governadora do Riksbank, o banco central sueco, fez essa revelação em uma entrevista para o Financial Times, expondo o quão revolucionária será essa nova tecnologia para os cidadãos. A decisão, no entanto, deve ainda se tomar na forma que a moeda digital terá, seja como um cartão recarregável ou um possível aplicativo nos celulares. A estimativa é que em dois anos o país que tem um histórico em inovação financeira irá aprovar a moeda para a circulação, considerando a constante queda da circulação das notas físicas que está entre 40% e 50% nos últimos 6 anos, de acordo com um recente estudo financeiro efetuado na área.

A Suécia foi o primeiro a emitir papel moeda no ano de 1660, como também foi a precursora na aquisição dos caixas eletrônicos em 1967, dois anos antes dos Estados Unidos. Na Dinamarca alguns estabelecimentos já não aceitam o dinheiro físico como pagamento, por terem aplicativos inovadores que permitem essa substituição, como o bitcoin por exemplo.

Bitcoin

Vários economistas afirmam que essa pode ser uma grande chave para a economia e para o entendimento inclusive de alguns problemas de cunho político. Porém, por outro lado, o professor Kenneth Rogoff de Harvard, que também é ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, falou em seu livro recém-lançado “The Curse of Cash” (A maldição do dinheiro), que este pode ser um perigoso sistema de controle da economia, tendo os bancos um meio de incutir mais juros aos cidadãos através de uma abordagem simples e elegante como essa.

No entanto, vale lembrar que o dinheiro físico é usado em uma ampla gama de atividades criminosas, das quais estão o tráfico de drogas e pessoas, corrupções, lavagem de dinheiro, entre muitos outros que ameaçam a segurança pública. Assim, o dinheiro em sua forma digital contribuiria para dificultar os processos criminosos, como também estabelecer um controle maior sobre as atividades econômicas da sociedade.

[Fonte: Revista Exame]

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