Sabemos que infelizmente existem pessoas violentas em todos os lugares do mundo. E que por conta de sérios distúrbios mentais ou acreditem, por puro prazer, gostam de  invadir e eliminar a liberdade de outras pessoas, utilizando muitas vezes atos cruéis e covardes.

Na nossa história, alguns desses monstros ficaram famosos por tais atos e agora iremos mostrar quem foram eles.

Sendo assim, confira os 10 assassinos mais perigosos e cruéis que o Brasil já teve.

1. O Maníaco de Passo Fundo

Adriano Silva ou Volnei Siqueira coleciona diversas passagens pela polícia, fugas e nomes para dificultar sua identificação. As vítimas eram meninos de classe baixa que a atraia para lugares isolados oferecendo pequenos serviços em troca de dinheiro. Com as vítimas capturadas, ele aplicava golpes de muay-thay nas crianças até que elas ficassem desacordadas. Após os golpes, ele as estrangulava usando uma corda, portando luvas e lenços para encobrir seus rastros. Entretanto, algumas das vítimas foram abusadas sexualmente depois de mortas, o que deixou rastros de DNA do agressor.
Em uma das vezes em que prestou depoimento, ele afirmou que tinha “uma vontade íntima, um vício de matar”. Os assassinatos ocorreram entre 2002 e 2004 e Adriano foi condenado a 158 anos de prisão ao todo.

2. Os crimes da rua Arvoredo

Em 1864, a Rua Arvoredo (que hoje é rua Coronel Fernando Machado), na cidade de Porto Alegre, foi palco de uma série de crimes horrendos. Acredita-se que o casal José Ramos e Catarina Palse, junto com o açougueiro Carlos Gottlieb Claussner, foram responsáveis por assassinar, esquartejar e usar a carne das vítimas para a produção de linguiças que eram vendidas à elite da população local.

O desaparecimento de um comerciante e seu caixeiro foi o início da investigação que levou a uma visita onde o casal morava. No terreno, foram encontrados corpos de diferentes idades e de um cachorro. As motivações para os assassinatos variam de assalto à ocultação de provas.

A história possui diferentes versões, pois todo o registro foi manuscrito e de difícil compreensão devido ao português da época, além da boa parte que se perdeu ao longo do tempo. A história foi contada em diversos livros, entre eles, “O maior crime da Terra” (Editora Sulina, 1996), pelo historiador Décio Freitas.

3. O Filho da Luz

No Rio de Janeiro, final da década de 20, Febrônio Índio do Brasil, se auto-intitulou como Filho da Luz foi um serial killer que abordava rapazes com a promessa de um emprego e depois de capturá-los, tatuava seus corpos, estuprava e, em seguida, os executava. A motivação teve início em 1920, quando Febrônio estava preso e submetido a sessões de terapias ocupacionais. Em seu tempo livre, era um leitor assíduo da bíblia. Ele contou que teve uma revelação de uma mulher que o escolheu como Filho da Luz, e que ele deveria distribuir a mensagem de que Deus não estava morto. Para isso, ele deveria marcar rapazes com as letras D C V X V I, que significam Deus, Caridade, Virtude, Santidade, Vida, Ímã da vida. Além disso, tatuou em si mesmo as letras D C V X V I e os dizeres “Eis o Filho da Luz”.

4. O Monstro de Guaianazes

O bombeiro Benedito Moreira de Carvalho cometeu seu primeiro crime ao tentar estrangular e abusar sexualmente de uma jovem menor de idade, em 1936, na grande São Paulo. O chefe da corporação expulsou Benedito que também foi condenado a um ano de reclusão. Esteve em cárcere privado entre 1946 e 1949 por abusar sexualmente de uma jovem de 16 anos e novamente em liberdade, de 1951 a 1953 realizou diversos estupros e também homicídios. Ao todo foram 29 crimes com 10 assassinatos. Benedito portava uma pasta contendo um cordel que ele usava para violentar as vítimas. Sua fixação por crimes sexuais tem ligação com as diversas doenças sexualmente transmissíveis que ele contraiu quando jovem, o que dificultava as relações com sua esposa, direcionando o impulso de seus desejos para o crime.

5. Pedrinho Matador

Pedro Rodrigues Filho é conhecido como Pedrinho Matador, com seu primeiro assassinato aos 14 anos. De sangue frio, ele assassinou aqueles que considerava como “pessoas más” e diversas vezes matou por vingança. Em um de seus atos de vingança, matou o próprio pai a facadas, arrancou seu coração, mordeu um pedaço e cuspiu logo em seguida. A vingança foi motivada pelo assassinato da mãe causado pelo próprio pai, que a executou a golpes de facão. Há 76 mortes confirmadas, mas Pedrinho afirma que já matou mais de 100 pessoas. Já passou por diversas penitenciárias por ter assassinado vários companheiros de cela e atualmente está preso em São Paulo, na penitenciária 2 de Franco da Rocha. Atuou principalmente entre os anos de 1960 e 1970.

6. O Assassino dos meninos emasculados do Maranhão

O mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito foi considerado um dos piores assassinos do Brasil e o caso ainda teve repercussão internacional. Entre os anos de 1989 e 2004, quando foi preso, assassinou cerca de 40 meninos, com idades que variam de 4 a 15 anos.
O assassino tinha um perfil específico para escolher suas vítimas: eram sempre crianças do sexo masculino e de baixa renda. Ele oferecia comida ou brincadeiras às crianças para atraí-las a lugares desertos, em seguida, as estuprava e na maioria das vezes, praticava mutilação envolvendo a retirada de seus órgãos sexuais, orelha ou dedos, que ele guardava consigo como lembrança. Foi condenado a um total de 385 anos, depois de diversos julgamentos, sendo preso em 2004.

7. Chico Picadinho

Francisco Costa Rocha ficou conhecido como Chico Picadinho após sua acusação pela morte Margareth Suida, uma dançarina austríaca em 1966. Após relação sexual com a dançarina, Francisco teve um surto violento, a estrangulou com as mãos e a sufocou usando um cinto até a morte. Para se livrar do corpo, esquartejou a vítima usando o que havia disponível no apartamento que dividia com um amigo na época: lâminas de barbear, tesoura e faca, para reduzir o volume do corpo e ocultá-lo.
Preso pelo crime e liberado em 1976 por boa conduta, ele agrediu uma garota de programa que conseguiu se livrar e tempos depois, fez sua segunda vítima, ngela Silva, também garota de programa. Procedeu da mesma maneira como fez com sua primeira vítima, deixando as partes da vítima em uma caixa de papelão num apartamento alugado e fugiu.
Foi preso 28 dias depois ao ser identificado numa praça no Rio de Janeiro, lendo uma revista que tratava dos seus crimes

8. O Serial Killer de Goiânia

Em 2011, Thiago Henrique Gomes da Rocha trabalhava como vigilante em um Hospital Materno Infantil na cidade de Goiânia. Seus colegas de trabalho o consideravam como uma pessoa tímida e pacata. Foi declarado responsável pelo assassinato de 39 pessoas, mulheres e homens. As vítimas do sexo masculino eram moradores de rua ou homossexuais e, a partir de 2013, ele passou a perseguir somente mulheres.
Ao assassinar uma jovem de 14 anos, sua fuga foi registrada em câmeras de monitoramento de trânsito, ao conduzir uma motocicleta acima do limite de velocidade permitido. Ao rastrearem as informações do condutor, o perfil de Thiago foi encontrado. Em seu julgamento ele relatou a execução de cada uma das vítimas, usando a arma que recebeu ao trabalhar como vigilante em muitos dos atos.

9. O Maníaco do Parque

Francisco de Assis Pereira se passava por olheiro de modelos no Parque do Estado, em São Paulo, em 1998. Ele afirmou que convencia facilmente as vítimas oferecendo um ensaio e um cache alto, prometendo uma vida dos sonhos. Seus atos com as vítimas incluem tortura, estrangulamento, estupro e canibalismo. A apuração das vítimas em certos casos foi difícil devido às condições que eram encontradas no parque. Ele se responsabilizou pela morte de 9 mulheres, entretanto, as investigações afirmam que esse número é ainda maior. Em julgamento, foi condenado a 274 anos de prisão e jurado de morte pelos internos. Ele afirma que sofria de distúrbios psíquicos e que muitas vezes se forçava a não sair de casa para cometer os crimes.

10. Ramiro da Cartucheira

Na década de 70, Ramiro Matilde Siqueira ficou conhecido pela violência dos seus atos. Assassinou diversas vítimas nas zonas rurais dos estados de Minas Gerais, Goiás e São Paulo, usando uma espingarda cartucheira, pela qual ganhou a alcunha de “Ramiro da Cartucheira”.
O assassino é natural de Jaboticatubas, em Minas Gerais e passou pela capital mineira, cometendo mais assassinatos. Tempos depois, vítimas em Goiânia foram assassinadas com o mesmo padrão de Ramiro fazendo investigações foram intensificadas e ao receber um funcionário do IBGE em sua casa à tiros, foi possível traçar sua localização e consequentemente sua prisão em 1980. Em 1981, o criminoso foi encontrado morto em sua cela, provavelmente, por causa de uma parada cardíaca.

Você conhecia a história de todos eles?

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