Um zoológico japonês matou 57 macacos por injeção letal após descobrirem que eles carregavam genes considerados “não puros”.

O jardim zoológico de Takagoyama, na cidade de Futtsu,leste de Tokyo, abrigava 164 símios e acreditavam que todos eram puros. Entretanto, descobriram que 57 macacos carregariam genes de “uma espécie invasora”. A descoberta foi feita por um dos funcionários do local, que analisou seus genes e viu que um terço deles era mestiço com rhesus, uma raça exótica.

Por esse motivo, por não ser nativo do local, a lei assegura que esse tipo de ato criminoso seja efetuado.

Os macacos levaram cerca de um mês para morrerem por meio da injeção letal sendo o último vindo a óbito no final de fevereiro. – Foi realizada uma cerimônia para os macacos em um templo budista nas proximidades para apaziguar suas almas. 

Uma lei de 2013 diz que esse tipo de espécie pode ser abatida, a fim de preservar os animais nativos. Entretanto o Ministério do Meio Ambiente do Japão disse que exceções podem ser feitas como, por exemplo o Zoológico poderia solicitar uma permissão para mantê-los, inclusive separadamente dos outros.

Embora a morte dos macacos possa parecer cruel, vários ambientalistas concorda que a cruza entre espécies muito diferentes pode ser prejudicial ao meio ambiente.

Por esse motivo o Zoológico poderia tê-los mantido separados do restante, impedindo a reprodução, para evitar que a espécie invasora se proliferasse.

O porta-voz de um grupo de conservação, Junkichi Mima, fez o alerta que o  macaco em questão, conhecido no Japão como Nihonzaru (marrom e com a cara vermelha) representaria uma ameaça ao ecossistema local.

Foi em 1990 que o surgimento do macaco rhesus, originário da China e Sudeste Asiático, começou a aumentar na área. Em 2005 a prefeitura de Chiba autorizou o abate desse tipo de macaco e através dos testes de DNA nos macacos-japoneses descobriu-se a mistura.

Em sua opinião, o que o Zoológico deveria ter feito?

Fonte: Daily Mail.

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