Todos nós sabemos que a matéria conhecida no universo tem sua base atômica, que não se constitui apenas nos prótons, nêutrons e elétrons, como também em outras subpartículas como os quarks, glúons, etc. Porém, se você assistiu ao filme “Quem Somos Nós?” (What do Bleep We Know), você provavelmente deve saber que toda a matéria conhecida do universo é composta por mais espaço vazio do que matéria de fato: estima-se que 99,9% do interior do átomo seja apenas o vazio e os outro 1% um núcleo minúsculo.

Ao saber disso nos questionamos porque as coisas não se cruzam ou se atravessam entre si, já que o átomo se constitui em sua maior parte de espaço vazio. Por que será que isso acontece?

A interação entre objetos carregados é uma força sem contato que atua sobre alguma distância de separação. Toda interação elétrica envolve uma força que destaca a importância dessas três variáveis: carga com carga e também a distância. Quer se trate de um tubo de plástico de golfe capaz de atrair pedaços de papel, de dois balões de carga semelhante repelindo ou uma placa de isopor carregada interagindo com elétrons em um pedaço de alumínio, entre outros exemplos, há sempre duas cargas e uma distância entre os objetos como também as três variáveis críticas que influenciam a força da interação.

Ou seja, nunca, em hipótese alguma seriamos capazes de tocar algo ou alguém, porque quando nos aproximamos de um corpo acontece a interação de cargas que denominamos “repulsão elétrica”, fenômeno em que as cargas diferentes se repelem.

Quanto maior é a força aplicada, maior é a repulsão elétrica sofrida pelos corpos, por este motivo temos a sensação de sermos tocados. Porém, a repulsão elétrica pode ser anulada dependendo das variantes pressão e temperatura: como por exemplo os átomos de hidrogênio que ganham força o suficiente para driblar a repulsão elétrica e assim proporcionar efeitos luminosos em corpos celestes que vemos no universo.

Interessante, não é mesmo?

[Physics Classroom]

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