A Terra não é um planeta fixo, disso já sabemos. Suas placas continentais se movem constantemente, e desaparecem umas sobre as outras ao longo dos milênios, tudo ao mesmo tempo quase sem deixar vestígios.

Mas o geólogo Roi Granot, um professor sênior da Universidade Ben Gurion em Israel, diz ter descoberto a placa mais antiga da Terra no fundo do mar.

A placa mede aproximadamente 97.000 quilômetros quadrados e estava “escondida” abaixo do Mar Mediterrâneo oriental por cerca de 340 milhões de anos.

Isso significa que ela existiu enquanto as massas de terra eram unidas, formando um supercontinente chamado de Pangea, que mais tarde se separou em continentes que conhecemos hoje.

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O supercontinente Pangea, mostrada com as fronteiras das nações modernas. O mar de Tétis está no centro. Massimo Pietrobon / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
Ela é cerca de 70% mais velha do que qualquer fundo marinho pesquisado, incluindo aqueles do Atlântico e Índico.
Ninguém a tinha visto antes, porque estava enterrada sob mais de 12 quilômetros de sedimentos no mediterrâneo. Isso de acordo com novo estudo da Granot, publicado segunda-feira na revista Nature Geoscience.

Para testar o seu palpite de que o Mar Mediterrâneo estava escondendo algo grande, Granot realizou quatro cruzeiros de investigação, desde Outubro de 2012 até Outubro de 2014.

Utilizando sensores e procurando anomalias magnéticas, Granot acabou descobrindo a placa.

tethys oceano pangaea Nature Geoscience roi Granot

As descobertas podem significar que o Oceano Tethys, foi formado há cerca de 50 milhões de anos antes do que os cientistas pensavam.

Outros geólogos provavelmente irão trabalhar para confirmar este achado, disse Granot.

[IFLSCIENCE]

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