Enquanto o grupo de cientistas do SETI procuram por vida inteligente fora da Terra, outro grupo, denominado Drake realizam pesquisas referentes ao passado. Será que já existiram outras civilizações avançadas além da nossa?

Confira os resultados dessa pesquisa divulgada na revista Astrobiology.

Reformulação da questão

“Em vez de perguntar quantas civilizações avançadas existem agora, perguntamos se somos a única espécie tecnológica que já existiu”, afirmou um dos pesquisadores do estudo, Woodruff Sullivan, da Universidade de Washington (EUA). “Este foco elimina a incerteza da questão do tempo de vida da civilização e nos permite abordar o que chamamos de ‘questão arqueológica cósmica’, ou quantas vezes na história do universo a vida evoluiu para um estado avançado”.

Segundo Adam Frank, da Universidade de Rochester (EUA), um dos problemas com a equação de Drake é que ela incorpora o comprimento hipotético de tempo que civilizações avançadas existiram – algo que talvez não estejamos bem equipados para especular sobre.

Pesquisando o contrário, ou seja reformulando a equação para olhar para toda a história do universo em vez disso, a equipe argumenta que pode evitar a ambiguidade das estimativas de longevidade.

Motivos para a não existência de outras civilizações avançadas

A probabilidade de não ocorrer vida em outros planetas também foi avaliada. Depois que a equação de Drake foi formulada em 1961, os pesquisadores calcularam que a civilização humana é suscetível de ser única na história do universo somente se as chances de uma civilização avançada se desenvolver em um planeta habitável serem menos de cerca de 1 em 10 bilhões de trilhões.

Esse é um número extremamente pequeno, para Frank, isso significa que, muito provavelmente, outras espécies inteligentes evoluíram antes de nós.

Encontro improvável

Cena do filme ET
Cena do filme ET

Essa pesquisa sugere que existiram sim vidas inteligentes antes de nós. No entanto, aqueles que gostariam de encontrar outras espécies de vida não devem criar esperanças. Pois, como o universo possui mais de 13 bilhões de anos, é improvável que esse encontro aconteça.

“O universo tem mais de 13 bilhões de anos”, argumenta Sullivan. “Isso significa que, mesmo que tenha havido milhares de civilizações em nossa própria galáxia, se elas viveram apenas pelo tempo que nós existimos – cerca de 10 mil anos -, todas estão provavelmente extintas e outras não vão evoluir até que já não estejamos mais aqui”.

Mesmo assim, apesar de improvável, a pesquisa não afirma que isso seja impossível. O objetivo é provar que, uma vez, alguma outra civilização já esteve lá fora, provavelmente olhando para o céu e se perguntando sobre nós também.

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