A depressão foi tachada como o mal do século, por retirar do trabalho milhares de profissionais todos os anos.

Em 2016 cerca de 75,3 mil trabalhadores foram afastados em razão do problema, recebendo auxílio-doença por conta dos episódios. Outros problemas psiquiátricos como transtornos mentais e comportamentais, que incluem não só a depressão, como também o estresse, ansiedade, transtornos bipolares, esquizofrenia e transtornos mentais também entram para a lista.

Entre os anos de 2009 e 2015 estima-se que 97 mil pessoas foram aposentadas por invalidez devido aos transtornos mentais e comportamentais. Uma conta de R$ 113,3 milhões anuais é utilizada pelos cofres públicos para pagar essas aposentadorias.

A situação é bem preocupante, pois somente 5% dos profissionais puderam se reintegrar novamente ao mercado de trabalho. A própria Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que, até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mundo.

Em 2016, mais de 199 mil pessoas se ausentaram do mercado para o recebimento de benefícios relacionados a estas enfermidades, superando o total registrado em 2015, de 170,8 mil. Essa é uma situação bastante alarmante por conta do país em crise e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% e 25% da população tiveram, têm ou terão um quadro de depressão em algum momento de sua vida.

Segundo Leonardo Rolim, especialista em Previdência, as políticas públicas são falhas porque não se preocupam em reintegrar os profissionais no ambiente de trabalho. De acordo com o expert, apenas 5% dos trabalhadores afastados são reabilitados no emprego e muitas vezes por conta própria.

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, alerta as mudanças fisiológicas que refletem na redução da capacidade de trabalho, como a insegurança extrema e um pessimismo sem fim, refletindo inclusive no sono.

Segundo ele, é praticamente impossível trabalhar oito horas seguidas após uma noite de insônia, o que agrava ainda mais o problema dessas profissionais, de modo que precisamos não só cuidar de nosso corpo, como também de nossa mente e nossas emoções para não virarmos mais uma estatística.

Fonte: O Globo

Comentários

CONTINUAR LENDO