Todos nós temos uma motivação interna, capaz de nos inspirar e nos manter seguindo em frente. Por pior que esteja a vida de uma pessoa e por mais depressiva que ela talvez possa se encontrar, uma força misteriosa ainda a faz se levantar da cama todos os dias e seguir em frente.

Para muitas pessoas essa “força” recebe diversos nomes e inclusive é atribuída às divindades, de modo que nesta matéria citaremos uma referência grega para o assunto. Enfatizamos que este estudo propõe uma perspectiva diferente de testar a reflexão proposta nessa matéria, de modo que ela não implica no estabelecimento de alguma ideia colocada como verdade. Leia a seguir e teste você mesmo em sua vida se a concepção dos gregos é verdadeira:

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A motivação segundo os gregos

Na época da civilização Helênica, há 3500 anos, muitos filósofos procuraram entender sobre a motivação. Para começar podemos mencionar os clássicos Sócrates, que foi professor de Platão, que por sua vez foi o professor de Aristóteles. Estes filósofos foram capazes de alcançar um entendimento profundo sobre o ser humano e sua psiquê.

Platão foi um grande pedagogo, cuja Filosofia auxiliou muito até o desenvolvimento da Pedagogia moderna. Segundo Platão, os professores não seriam capazes de “passar o conhecimento” e sim apenas induzir seus estudantes a procurarem as respostas, por si próprios, para suas inquietações. Platão atrela a motivação aos talentos inatos de um ser humano, em que o indivíduo reconheceria aquilo que faz de melhor, de modo a trabalhar sobre eles. Segundo o filósofo, a vocação seria a “voz que convida à ação” e a partir desta voz, que é ouvida com o desenvolvimento do autoconhecimento, uma pessoa descobriria e seguiria seus talentos inatos, desenvolvendo-se como um ser humano melhor a partir de suas habilidades latentes.

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Foi justamente nessa época de ouro que o conceito de desenvolvimento dos talentos não só foi trabalhado, como formou um dos grandes pilares da sociedade. Vários gênios surgiram durante esta época, dos quais se destacam Sêneca, Epicuro, Diógenes, Apolônio de Tiana, Plutarco, Xenócrates, Cícero e outros diversos.

O Sistema de educação Helênico

Neste sistema que procurava desenvolver a habilidade dos estudantes, um mestre era colocado desde cedo para perceber o Donum Dei (dom divino) de cada um para que essa pessoa pudesse melhor servir à sociedade. Os Filósofos inclusive adotavam nomes que faziam referência à sua vocação, como por exemplo:

Demóstenes: “aquele que tem a força do povo“, de forma que ele foi realmente um grande orador e político da época.

Sócrates: aquele que tem controle nos atos e nas palavras. E de fato, já que Sócrates serviu como o precursor de grandes mudanças na sociedade da época.

[Nomes de Filósofos disponíveis em: Harvard Business Review]

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No período helênico era muito importante viver de acordo com o dom divino de cada indivíduo, de modo que este era o fator propulsor da motivação e do entusiasmo.

Do Latim ENTHUSIASMUS e do Grego ENTHOUSIASMOS, o entusiasmo pode ser traduzido como IN, “em” e THEOS, “deus”, significando o “Deus dentro”, ou seja, a união de nós mesmos com o nosso dom divino, ou Deus, que há dentro de nós.

Por que não seguimos a nossa real vocação?

Algumas metodologias de ensino procuram resgatar as habilidades das pessoas, porém o sistema em que vivemos, em sua busca por formar apenas profissões que lhe são interessantes, tem dificultado esse processo.

Muitas vezes uma pessoa com uma vocação para músico ou artista acaba se tornando um engenheiro, advogado, arquiteto, entre outras profissões que demandam dele um sobre esforço e um grande esgotamento mental, por não possuir habilidades inatas, apenas adquiridas, para lidar com uma ciência em questão.

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Nós passamos grande parte de nossas vidas no trabalho, de forma que fazer algo que não nos motiva e não faz-nos querer ser pessoas melhores, algo que apenas nos estressa, é um grande fator causador da infelicidade humana e do restante de suas outras escolhas.

Isso também implica nos novos relacionamentos afetivos travados, cujo principal enfoque errôneo pode residir na aparência, profissão ou condição econômica e social.

Você alguma vez parou para pensar nisso?

Seguir os nossos talentos verdadeiros pode não só auxiliar a nos posicionar no caminho da felicidade, como também ajudar-nos em nossa busca por mais respostas.

Texto por: Luciana Calogeras

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